Sabe quando você olha o horizonte, pensa, se faz perguntas, reflete, dá um replay no filme da sua vida, presta atenção nos erros, sorri, canta desafinadamente, grita, conversa consigo mesmo, se imagina andando sobre o mar, controlando suas emoções, sonhando com o futuro, só querendo ser você. Derrepente acorda no escuro do seu quarto, sozinho, maluco, sem ninguém pra falar, desabafar, e conversar consigo mesmo não vai adiantar. Rabisca folhas e folhas de um caderno velho, ouve o vento lá fora soprar, o sangue nas veias correr.
Escreva! Sim, escreva tudo que sente, tudo que imagina, mesmo que sejam bobagens, pelo menos um leitor você terá, você mesmo, sua consciência, e quando estiver na solidão outra vez, abra esse caderno, leia, durma pensando em suas palavras que ali estão e algum dia alguém irá te entender.

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